terça-feira, novembro 06, 2012
A sua mãe me procurou faz alguns minutos, foi um tanto quanto chocante. Ela veio me dizer de recados que você tem me mandando, é estranho saber dessas coisas, mas ela me disse coisas que somente eu sei, sobre o que está acontecendo comigo, sobre o quão triste eu ando. Sabe pequena, eu sinto a sua falta, já são mais de 4 anos que você se foi, sua mãe quase nunca conversa comigo, mas das poucas vezes que nos falamos ela me disse coisas sobre você, recados que você manda para mim, é um pouco estranho sabe, mas no final de tudo são realidades todas as coisas que ela me diz. Já tem um tempo que eu não sonho com você, e as coisas não estão fáceis para mim, é difícil não chorar sabe? Eu sei que você está me pedindo isso, mas é difícil segurar as lágrimas quando tudo conspira contra a minha felicidade, eu já estou cansada de correr atrás de fazer as coisas darem certo e só quebrar a cara, você sabe disso, sabe que as coisas não estão dando certo. Às vezes eu ouço algumas músicas, daquelas que ouvíamos quando você ainda estava aqui, mas a que mais me dói, é sonhando, a que eu cantei bem baixinho ao lado do seu caixão no dia do velório. 4 anos e 3 meses e eu ainda me lembro daquele dia como se fosse ontem, me lembro da ligação por volta das 18:03, da voz dela chorosa a me dizer que você havia falecido, ah minha querida amiga, como eu sinto a sua falta, e como eu chorei aquela noite, aqueles dias, era difícil comer, eu não sentia vontade de fazer nada, e no dia seguinte ao seu enterro foi extremamente cruel enfrentar o colégio, as aulas, eu me lembro como se tivesse sido ontem. Me desculpa por nunca ter ido ao seu túmulo? É que a minha madrinha também está por lá, e eu não tenho forças para ir, dói demais ainda, apesar de tanto tempo, ainda me dói demais. Me desculpa, por cada briga que tivemos, nós éramos tão novinhas, tão imaturas. Te perder foi um baque e tanto na minha vida, doeu, dói bastante. Fica bem tá minha pequena? E eu daqui, bem, eu vou tentar sobreviver. Te amo.

Uma carta de desabafo para a “eterna amiga” como gostávamos de nos chamar. (21/08/2012)

                                                                                  

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Gabrielly
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Calos Drummond de Andrade
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