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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Diário de Júlia - Continuação

         Essa história de que eu era conhecida pelo colégio todo não saía da minha cabeça. Como isso pode acontecer?! Todos estavam esperando o professor chegar quando eu vi entrar aqueles três garotos, sim os três que eu vi andando na rua, e as garotas que estavam na lanchonete de frente ao colégio com eles. Elas se mostraram ser bem putas mesmo, assim como eu imaginava, todos ocuparam seus lugares, e pro meu azar total, ou talvez até sorte, o garoto que me chamou a atenção se sentou ao meu lado, ele me olhou curioso e sorriu. Nossa! Ele tem um sorriso perfeito! O professor logo entrou e sala e nós nem tivemos a oportunidade de conversarmos, ainda bem, isso seria um pouco assustador, sendo que ele deve saber tudo de mim, e eu não sei nada dele. Durante as aulas, o professor de biologia pediu para fazermos duplas. Amei a idéia né? (ironia.com KK) ele me pediu para sentar com o Victor, mas eis a questão: QUEM É VICTOR? , eu olhei pela sala meio perdida e com uma expressão que eu acredito que estava assustada. O garoto da rua riu amigavelmente, se levantou e falou me olhando:

- ei, eu sou o Victor, prazer. Você é a Júlia, certo?

- Ah, oi. Sou sim, obrigada por se manifestar, nunca conseguiria adivinhar quem era Victor no meio dessa sala com 45 alunos.

        Nós rimos juntos e ele puxou a cadeira dele para perto da minha, decidi que não puxaria mais assunto com ele, pois uma das garotas que estava com ele mais cedo, me olhava com os olhos em fúria, e uma coisa que eu com certeza não queria era ter inimigas no meu primeiro dia de aula! Eu e Victor quase não conversávamos, somente sobre a matéria do exercício que o professor havia passado, já estava quase na hora do intervalo então o professor mandou todos voltarem aos seus lugares. Como todos já haviam acabado os exercícios o professor nos liberou para sair paro o intervalo mais cedo, eu sinceramente não estava com a mínima vontade de sair, peguei meu celular e mandei uma mensagem para a Rafa, minha melhor amiga, que ficou em Brasilia.
  
      *mensagem*

“ raafa, amiga como estão as coisas aí? Já vi que por aqui não vai ser muito fácil, todos no colégio me conhecem! De noite te ligo pra explicar essa confusão toda! Beijos, te amo! Manda beijo pra Nath Tb :*“


( Lembrando que eu estou escrevendo uma história, ela terá continuação em próximos posts, por favor sintam-se a vontade para comentarem e darem sugestões! Aproveito também para pedir desculpas pela demora da continuação, mas me faltava tempo para postar no blog!)
Beijos, Gabe :*
segunda-feira, janeiro 17, 2011

Diário de Júlia - Continuação

O primeiro dia de aula

           Aquele dia foi o dia mais assustador que eu já poderia ter tido em minha vida! Acordei cedo e logo fui me arrumar para ir ao colégio, as aulas começariam naquele dia, eu sentia um frio em minha barriga e um imenso medo do que estava por me esperar. E se os alunos fossem todos aqueles metidinhos? Mas é claro que seriam, eu estou em Copacabana! Que adolescente daqui não é metidinho?! Assim que terminei de me arrumar eu estava com uma calça jeans, a camiseta do colégio, e uma rasteirinha preta, peguei meus materiais e fui até a cozinha, minha mãe estava lá esperando por mim, ela estava com aquele mesmo sorriso de ontem a noite, tão feliz, eu amo a ver assim, vê-la feliz me tirava todo e qualquer medo que eu sentia, peguei um suco para mim e me sentei na mesa observando-a, e ela logo começou a falar como sempre.

- Ju, quer que eu te leve na escola hoje? Eu vou entrar no serviço somente as 9:00h se quiser eu posso te levar.

           Enquanto falava ela estava arrumando a cozinha, lavando umas louças, secando-as e colocando no lugar enquanto eu comia, ela pelo jeito já teria tomado o seu café da manhã. Café da manha para mim sinceramente é uma refeição inútil, por isso sempre só tomo um suco, eu costumo vomitar se eu comer cedo, ainda mais em dias como hoje em que eu estou extremamente ansiosa.

- Não precisa me levar não mãe, ainda está cedo e eu prefiro ir andando, pelo menos assim eu vou conhecendo por aqui né?

           Nós rimos juntas, e continuamos ali na cozinha, caladas. Já eram 6:40 quando eu resolvi sair, o horário de entrada do colégio era as 7:10 então daria tempo de chegar lá tranquilamente, me levantei da mesa e fui até minha mãe, a dei um abraço e um beijo na bochecha, logo em seguida falando:

- Estou indo mãe, boa sorte com todos lá na agencia do banco tá? Te amo.

- Obrigada filha, tenha uma boa aula.

           É minha mãe não é muito de dizer que me ama, eu também não sou de dizer isto para ela, não sei por que mas hoje me deu essa vontade de dizer a ela que a amo. Fui andando para o colégio, eu observava a praia com bastante atenção, já havia várias pessoas na rua, algumas correndo, outras estavam indo trabalhar, e eu notei um garoto, ele estava com o mesmo uniforme que eu, parecia ter por volta dos 17 anos, ele era incrivelmente lindo, ele andava com mais três garotos, vestidos da mesma forma, eles estavam do outro lado da rua, não haviam me notado ainda, eu andava olhando para eles, e como desastrada que sou, quase levo um tombo daqueles, comecei a rir sozinha na rua , e passei a olhar pra frente, o rosto daquele garoto não saía de minha mente, eu já ia chegando ao colégio quando os vi novamente em uma lanchonete quase de frente ao colégio eles riam juntos e abraçavam umas garotas, elas pareciam ser bem metidas e ricas, resumindo? Eram patricinhas puras! Eu não me dou muito bem com essas garotas, elas me parecem tão fúteis. Eu finalmente entrei no colégio, eu estava procurando a sala em que eu iria ficar 2º ano A, até que enfim achei a tal sala. Lá já estava cheio de alunos, todos conversavam amigavelmente, é parece que não há muitos novatos por aqui.            

           Eu me sentei na única cadeira vaga que havia lá ainda, na terceira fila da parede, quando notei todos estavam olhando pra mim, eu fingi não perceber e me sentei. Eu estava mexendo na minha bolsa procurando meu mp4 até que achei ele, assim que coloquei os fones no ouvido fui surpreendida com uma garota ruiva sentada a minha frente que me cutucava, acho que ela queria conversar. Tirei os fones do meu ouvido e ela logo começou a falar.

- Oi, tudo bem? Você deve ser a nova aluna, Júlia, certo?

- Sim, mas como você sabe meu nome?

- Ah, sim, todos aqui sabem da sua chegada, você foi a única aluna aceita para o colégio! Dizem que 40 alunos tentaram entrar aqui, mas só você foi aceita.

           OMG, só essa que me faltava! Eu estava tendo um colapso nervoso dentro de mim mesma. Se não me bastasse tudo o que já havia acontecido, eu ainda sou conhecida no colégio inteiro por ser a única aluna a ser aceita! Aposto que isso é coisa da minha mãe, o dono daqui no mínimo deve ser amigo dela. Certeza! Eu sorri envergonhada para a menina e logo o sinal para o início da aula tocou.

( Eu estou escrevendo uma história, ela terá continuação em próximos posts, por favor sintam-se a vontade para comentarem e darem sugestões! todas serão muito bem vindas!)
Beijos, Gabe :*
domingo, janeiro 16, 2011

Diário de Júlia - O inicio de tudo


29 de junho de 2010
            Eu sinceramente nunca me imaginei escrevendo um diário, isso é algo totalmente estranho e desconhecido para mim, eu não sei como começar, mas acho que primeiro irei me apresentar.
Olá, me chamo Júlia, tenho 15 anos, e faço aniversário no dia 17 de agosto. Porque eu estou escrevendo isso? Não sei, acho que só por escrever mesmo, mas prometo que esse diário eu não deixarei para trás, não me esquecerei dele no segundo dia em que escrever pelo menos eu espero que seja assim. As aulas acabaram hoje, bem foi bom isso ter acontecido, porque digamos que não sou a aluna mais amada do colégio (risos). Desde que meus pais se separaram no inicio deste ano as coisas mudaram bastante em minha vida. Morávamos em Brasilia - DF e de repente minha mãe resolveu que iria vir morar no Rio de Janeiro, digamos que foi uma mudança bastante dolorosa, lá eu tinha meus amigos, minha turminha de sempre, eu já conhecia todos do colégio e tudo era bem mais fácil. Chegamos no Rio já era inicio do mês de Fevereiro, minhas aulas começariam naquela mesma semana, e isso era bastante assustador, nem tempo para conhecer alguém da cidade eu teria. Só havia duas vantagens em mudarmos de cidade, uma, meu pai ficaria em Brasilia e eu realmente não queria a presença dele perto de mim e da minha mãe, ele já a fez sofrer demais, e duas, o Rio de Janeiro sempre foi uma cidade que me encantou desde que eu era pequena. O apartamento que minha mãe comprou ficava em frente a praia de Copacabana, isso quer dizer que eu poderia ir a praia sempre que quisesse para ver o mar, e o por do sol, iria lá sempre a noite, afinal eu não gosto mesmo de ficar “torrando” no sol como todas essas outras garotas gostam. Terminamos de arrumar a nossa mudança no domingo já quase a noite, fui para o meu quarto, ele é realmente lindo, aquele tenho certeza que seria o meu refúgio a cada momento em que eu me sentisse sem chão. Eu não estava muito animada para morar aqui, mas sempre sorria e me mostrava feliz, afinal minha mãe ficaria bastante chateada se soubesse que eu vim para cá, um pouco sem querer. Fui até a janela do meu quarto e de lá era possível ver a praia, que eu descobri ser realmente linda como todos sempre me disseram. Apesar de quando criança já ter vindo ao Rio de Janeiro algumas vezes eu nunca havia vindo na praia de Copacabana, do janela do meu quarto dava para perceber as pessoas desmontando os guarda-sóis, e a praia ia esvaziando aos poucos. No dia seguinte iriam começar minhas aulas, minha mãe havia me matriculado em um colégio ali perto mesmo, e eu confesso que estava com medo de ir para lá, é sempre assim as pessoas ficariam me olhando, eu já sabia. Fechei a janela e a cortina do meu quarto, tomei um banho e fui jantar. Minha mãe estava pondo a mesa quando eu cheguei até a cozinha, ela estava radiante como há muito tempo eu não a via, e ela então começou a falar toda empolgada:

- Júlia minha filha, voce já deu uma olhada da janela do seu quarto? A vista da praia é maravilhosa não acha? Amanhã eu já começarei a trabalhar, a empresa já acertou tudo da minha transferência.
            Eu ria enquanto via minha mãe falando toda empolgada, ela parecia uma criança descobrindo um mundo totalmente novo, quando ela finalmente parou de falar, eu a respondi:
- Já vi sim mãe, realmente é muito linda a vista.
            Logo em seguida começamos a jantar. Minha mãe trabalhava como gerente de um banco em Brasilia, e conseguiu que seu chefe a transferisse para uma agencia daqui do Rio de Janeiro, isso seria muito bom pra ela. Mesmo eu não estando completamente feliz em estar aqui, ver minha mãe alegre era uma coisa que me fazia me sentir totalmente bem, a felicidade dela, era essencial para o meu bem estar.

( terá continuação nos próximos posts, aceito sugestões, por favor comentem *-*)

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Gabrielly
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Calos Drummond de Andrade
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