terça-feira, novembro 02, 2010

Dia 02 de novembro - Dia de Finados

Eu sempre soube que eu já perdi muitas pessoas na minha vida, e também sempre soube do quanto elas me fazem falta, do quanto dói a saudade que aperta o peito, mas hoje, eu tive a certeza de que eu já perdi pessoas demais, de que tanta gente já me deixou aqui, chorando, sentindo essa saudade doer no meu peito, essa saudade que não cessa nunca, essa saudade que me dá essa vontade de sair por aí correndo, fugindo de toda essa dor.

Eu tantas vezes já disse pra mim mesma que essa ida foi o melhor pra eles, o melhor pros meus tão amados amigos e parentes, mas meu coração ainda não aceitou isso, ele ainda não conseguiu aceitar o fato de que não pode mais ter aqueles abraços deles, não aceitou o fato de que meus olhos nunca mais brilharão ao ver estes que foram sempre tão importantes pra mim.

Hoje, eu estava lá, visitando um jazigo, e me perguntaram: “porque existe isso? Essa tal morte, que deixa tantas saudades aqui?” eu pensei comigo que existe por que é necessário, porque todo esse mundo em que vivemos é só uma passagem de nossas vidas, mas logo eu me dei conta, de quantas vezes eu mesma já me fiz essa pergunta, eu me dei conta do quanto ainda dói lembrar aqueles sorrisos, daqueles abraços, e das conversas, dos almoços em família, dos churrascos na minha casa, e das tantas risadas que eu já tive. Eu me lembrei dos natais em família, de toda aquela decoração tão linda, da ceia farta e a mesa tão grande, e tão cheia de pessoas queridas. Eu me lembrei dos meus aniversários, das festas, e de como não faltava ninguém pra me fazer feliz, e isso vai me destruindo, vai me derrubando aos poucos, dessa vez passou meu aniversário, ela não estava aqui comigo :/ ; já se passaram tantos natais, a família se desfez depois da ida dele; já se passaram tantos dias no colégio, elas nunca mais estiveram lá, pra me alegrar, me fazerem rir; eu já fui naquela cidade, cidade onde ele morava, coisa que eu há 10 anos não fazia, e ele não estava mais lá, pra me abraçar, e dizer que ama tanto a “pequena”. E o que mais me fez chorar, foi ver, ver ela ali ao meu lado, chorando, pedindo para que nada disso estivesse acontecendo, é, a morte é difícil de encarar.

Eu já a encarei tantas vezes, ela já passou tantas vezes na minha vida, eu quero só que ela desapareça, por um tempo, mas não, ela não me deixa nunca, vira e meche, ela aparece trazendo consigo mais e mais dor, essa tal morte, bem que poderia ir embora para sempre.

E eu sei que nunca mais os verei, e eu sei que eu sinto tanta falta de cada um de vocês, e as lágrimas escorrem pelo meu rosto sem que eu consiga pará-las , e eu falo agora: fiquem com Deus, fiquem em paz, e não se esqueçam nunca do quanto eu amo cada um de vocês!

[Para: Madrinha, Tio, Rafaella , Amanda, Bisavô, e tantos outros amigos da família que já se foram :/]



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Gabrielly
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Calos Drummond de Andrade
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