sábado, março 17, 2012

A cada instante eu tenho mais medo do amanhã. O que será que eu ouvirei amanhã? Será que vão ser cruéis comigo, ou será que vão me ajudar? Eles podem me amedrontar, e também podem me encorajar, nunca dá pra saber o que está por vim, mas eu estou ansiosa, mais do que o de costume, essa minha ansiedade já está acabando comigo. Eu fico imaginando como serão os próximos dias, mas não consigo imaginar o meu futuro distante. Eu penso e repenso diálogos, todos montados em minha mente com os meus desejos, eu sinto o medo tomando conta de mim, o que será que eu vou fazer, o que será que eu vou SER?
sábado, janeiro 14, 2012
Nós estávamos conversando e eu te contei tudo o que sentia e logo após me surpreendi com uma pergunta sua: “Como você consegue pensar em tudo isso para me dizer?” e eu respondi o seguinte: “Eu não penso, apenas sinto e escrevo”. Esse pequeno trecho da nossa conversa me atormentou durante dias, e só agora eu percebi o porquê disso não ter saído da minha mente em momento algum, é porque é a verdade, as palavras que escrevo são um reflexo do que está em meu coração e em minha mente, eu escrevo meus pensamentos, meus sentimentos, e eu percebi também que nunca parei para pensar no que iria escrever, eu simplesmente abro um editor de texto, ou até mesmo pego uma folha em branco e começo a escrever, sem parar, eu escrevo coisas que eu estou sentindo, coisas que estou pensando. Passei anos tentando descobrir o que me levava a escrever, e agora por sua causa eu descobri que o que me leva a escrever é uma paixão interior, é uma decepção interior, é meus sentimentos que deixam crescer em mim a grande paixão por escrever, a grande paixão de transformar sentimentos em palavras. Durante três anos eu escrevi textos, mas nunca entendi porque amava tanto escrever, agora eu compreendo. Alguns textos eram confusos e eu não sabia o porquê, agora eu sei, esses textos eram confusos porque eu estava confusa, escrever sempre foi uma forma de desabafar, quando não se tem ninguém o melhor a se fazer é conversar com uma folha de papel ou com um teclado e uma tela.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Um ano e sete meses, ual. O tempo passou tão rápido não é verdade? Eu me lembro como se fosse ontem, 10 de junho de 2010, você me pediu em namoro, ual, aquilo foi extremamente bom, em poucos dias, nós já estávamos apaixonados, e eu não nem como foi que isso aconteceu. Por um tempo tudo foi dando certo, mas chegou um momento em que você me magoou de uma forma terrível, você me destruiu. Depois disso, foram seis meses de muita dor, e você já havia desaparecido da minha vida, então eu me “conformei” em ter te perdido e resolvi seguir em frente com a minha vida, eu me lembro que sempre que possível eu conversava com os seus primos pra saber notícias de você, saber se estava bem, e em uma dessas conversas eu descobri que você tinha ido para Portugal, doeu novamente, agora você estava mais distante ainda de mim, mas foram dias depois do meu aniversário de 16 anos que você apareceu, me pediu desculpas, e mais uma vez me fez chorar, tudo bem, eu sou uma chorona mesmo, todos nós sabemos disso, e mais uma vez você sumiu. Depois disso se passaram muitos meses, muitos mesmo, tendo noticias de você só por causa dos seus primos, e agora a alguns dias você voltou, ah, eu chego arrepiar quando eu me lembro que eu te tenho perto de mim novamente, não como namorado, pelo menos, não ainda, mas eu te tenho perto de mim, pra conversar, rir, te xingar, e te amar. O tempo não destruiu nem um pouquinho do amor que sinto por você meu chatinho. E a nossa música, ela sempre me lembrará do quanto eu te amo, e do quanto nós dois já fomos felizes juntos. Não me importa mais a distancia, o que me importa é que eu possa conversar com você todos os dias, que eu possa te fazer rir com as minhas besteiras, o que me importa, é que eu possa te ver me chamando de fresca como você fazia um ano e sete meses atrás. Exatos um ano e sete meses. Obrigada por ter me trago de volta o meu sorriso e o meu coração. 
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Olá coração, como você está? doendo não é? Claro que é, eu sei disso. Eu já evito pensar em coisas que doam em você, porque eu sei, você está machucado e as feridas que foram feitas em você, elas ainda não cicatrizaram, diferentemente dos cortes que estão feitos nos braços dessa doce garota que nos abriga dentro de seu corpo, os cortes que ela causou já estão cicatrizando mas ela insiste em fazer mais, eles são frutos das suas feridas junto com a minha fraqueza, eu não consigo dar forças suficiente a essa garota, sou eu quem a permito fazer tudo isso, se destruir, e a dor que ela sente em você, coração, é uma dor insuportável, porque será que já te machucaram tanto coração? As pessoas são cruéis demais não é verdade? Ninguém pensa em ninguém, e estão pouco se importando se alguém sairá magoado nas coisas que fazem, seres humanos destroem sua "família" eles destroem outros seres humanos, alguns não matam o corpo, mas fazem algo bem pior, matam a alma, destroem os sonhos, e deixam pessoas frágeis como a nossa menina, em um estado lamentável, algumas pessoas contribuíram para destruir a alma da nossa menina,  e agora outras pessoas por puro preconceito nem se preocupam em tentar ajudá-la. A nossa menina está morrendo coração, o que nós iremos fazer? O sangue não quer parar de sair dos punhos dela, ondem estão os pais da nossa menina? O irmão onde ele está? A nossa pequena vai morrer, eu estou me sentindo fraco agora, mais do que já sou, eu estou deixando a minha pequena morrer, sério? isso é verdade? Eu não posso estar permitindo a minha pequena morrer, ela sempre foi tão linda, sempre foi tão convicta dos seus sonhos, dos seus desejos e se deixou abalar assim por um amor e por algumas pessoas más, ela não me ouve mais, não consegue mais acreditar que possam existir boas pessoas, ah coração , fale alguma coisa, me diga o que vamos fazer? Nós temos que salvar a nossa pequena!
Coração: Querido cérebro, já é tarde demais.
Um silêncio profundo tomou conta. A linda menina havia morrido.
segunda-feira, novembro 21, 2011
Depois de meses sem entrar aqui, depois de meses sem ter a mínima vontade de escrever, ontem me deu essa vontade, voltou à mim o desejo incrível de escrever. Seria isso um reflexo das minhas vontades futuras? Ou o amor e a esperança que estão renascendo em mim? Ou talvez seja somente a inspiração mesmo , que voltou, mas esta eu acho meio improvável, ela não ficaria longe de mim tanto tempo assim. Muitas coisas me aconteceram nesse meio tempo, sorrisos, lágrimas, abraços, beijos, e nada de perdas, ainda bem, eu estou bastante cansada de perder quem eu amo. Ontem eu estava por aqui, na internet, e então me "lembrei" daqui, do meu antigo diário, tantas coisas que me marcaram estão registradas aqui. O meu primeiro amor, perdas extremamente dolorosas, e alegrias. Aqui também está registrada a minha mudança, no momento em que tomei a decisão que mudaria a minha vida, o meu futuro, eu vim aqui, eu escrevi sobre isso. E sabe, eu me sinto feliz, eu fiz a coisa certa, pela primeira vez na vida, eu sinto que fiz a escolha certa, sinto que mudar foi a melhor opção, e a que me trouxe felicidade. Eu me sinto bastante feliz, e assim registro, o meu retorno, ao meu querido diário, antes Meu jardim secreto, depois A piece of me, e agora ele não passa de Um coração com esperanças.

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Gabrielly
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Calos Drummond de Andrade
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